segunda-feira, 22 de novembro de 2010

ORAÇÃO DA MANHÃ


Senhor, no silêncio deste dia que amanhece venho pedir-e a paz, a sabedoria e a força.

Quero olhar o mundo com os olhos cheios de amor, ser paciente, manso e prudente. Quero ver, além das aparências, os teus filhos como Tu mesmo os vês. Quero, assim, ver o bem em cada um deles.

Cerra meus ouvidos a todas as calunias. Guarda minha língua de toda maldade.

Que só de bênçãos se encha o meu espírito.

Que eu seja tão bondoso e alegre que todos que se achegarem a mim sintam a tua presença.

Reveste-me de tua beleza, Senhor, e que no decurso deste dia eu Te revele a todos.

Amém.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ícone Ortodoxo Contra o Aborto

- Comecemos por sua parte esquerda, cujas cores de fundo são mais claras (em contraste bastante evidente com a parte direita, com cores escuras representando as trevas, o mal e a morte).


- Jesus Cristo, vencedor da morte, surge protegendo e abençoando, abaixo dele, uma família cristã (é de se notar os trajes modernos que vestem). Família, aliás, numerosa (pai, mãe e seis filhos)



- O pai carrega um dos filhos (como São José, que carrega o Menino Deus, tradicional imagem da iconografia cristã) e traz o alimento da família na mão esquerda. A mãe embala o filho ainda bebê e alimenta uma outra criança. São figuras tradicionais do pai e da mãe cristãos, essencial para o desenvolvimento dos filhos.


- Acima da família cristã, surge a Sagrada Família de Nazaré. Maria carrega, em seu colo, o Senhor Deus, nascido de seu puríssimo ventre. São José, por sua vez, carrega uma criança envolta em panos brancos, símbolo, na iconografia tradicional, da alma das crianças inocentes assassinadas.


- Abaixo da família cristã, numa imagem bastante contundente, temos a «Arrependida», isto é, a mãe que, tendo cometido o monstruoso crime do aborto, chora, agora, o filho que ela própria matou. Veste-se de vermelho, o que representa o sangue inocente por ela derramado


- Na parte esquerda inferior, há a figura da mãe solteira. De um lado, ela pecou e consentiu em relações pré-nupciais (talvez, seja por isto que parte de sua vestimenta é vermelha, cor da luxúria), mas, por outro lado, manteve-se firme frente à tentação de abortar e, agora, carrega (não sem o auxílio de Deus) a Cruz de ser mãe sem a ajuda e o suporte de um esposo. Cruz esta que, se bem vivida, será sua porta de entrada para o céu depois que findar sua peregrinação terrestre.


Na parte direita do ícone, vemos sentada, num trono vermelho, uma rainha, chamada de «Nova Herodes.» É o próprio aborto personificado, que, como o Herodes o fez outrora, promove a matança dos inocentes no mundo moderno. Ela espezinha e massacra vários bebês e recebe ainda outros (todos em posição fetal) que as mulheres lhe oferecem.


- Estas mulheres estão à sua frente e personificam (de baixo para cima) a crueldade, a futilidade, a indiferença e a luxúria, sem as quais a monstruosidade do aborto não ocorreria.



Ao fundo, vemos um «médico». No original, a palavra é também grafada entre aspas, pois, sob a aparência de um médico (que deveria usar seus talentos apenas para salvar vidas), encontra-se um assassino frio, que passa uma espada no ventre de um bebê indefeso. Se o leitor reparar bem, seu bolso está cheio de dinheiro, pois se enriquece com a matança que ele próprio promove. Ao fundo, a imagem de um dragão, a Antiga Serpente, o chamado Diabo ou Satanás, que, sedutor do mundo inteiro, seduz o «médico», colocando-o ao seu serviço. Pois, todos os que se colocam a serviço, direto ou indireto, do aborto, estão a serviço direto de Satanás.

Por Alexandre Semedo

terça-feira, 12 de outubro de 2010

EXPOSIÇÃO SOBRE ABORTO NO DIA 08 DE OUTUBRO DE 2010 - DIA DO NASCITURO

A Pastoral Familiar comemorou no dia 08 outubro de 2010 juntamente com a pastoral do Batismo o dia do nascituro com uma celebração presidida pelo vigário episcopal Pe. Clairton.
No final da celebração foi exibido um pequeno filme sobre a concepção e nascimento, no salão paroquial foi aberta pelo Pe. Clairton uma exposição a todos que estavam participando do novenario de São Gerardo.

Este dia é dedicado ao Nascituro desde 2005, quando a CNBB instituiu na 43ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, a Semana Nacional da Vida, de 1 a 7 de outubro, e dia 8, o dia do Nascituro (ser humano que está no ventre materno, no seu período de gestação)

O objetivo desta exposição foi lembrar e animar a todos os visitantes a lutarem pela belíssima causa que é: “Defender e Preservar a Vida desde a sua concepção até a morte natural”.

Não podemos cair no gravíssimo pecado de omissão, como dizia Luther King: “tenho medo do silêncio dos bons”; ou como dizia Leão XIII: “A audácia dos maus se alimenta da covardia dos bons”.

Se a desgraça do aborto for um dia legalizado no Brasil, todos nós católicos seremos um pouco culpados diante do Senhor da Vida. Ele irá nos perguntar: o que você fez para me defender? “O que fizerdes ao menor desses pequeninos, foi a Mim que o fizeste. (Mt 18,5; Mc 10,13). Quando se aborta uma criança, de certa forma se “aborta” o próprio Cristo; é por isso que o Código de Direito Canônico da Igreja considera excomungado da Igreja (“látea sententiae”) os pais que abortam uma criança e todos os que cooperam com o crime: médicos, enfermeiros, juizes,… (cf. Cânon 1398).

Devemos igualmente proteger todas as vidas humanas; e os legisladores não podem definir os limites da vida. Não podemos permitir que os grandes matem os pequenos e os conscientes eliminem os inconscientes.

Com seis meses de gestação, em plena vida, bebês são arrancados de dentro da mãe, em muitos hospitais americanos, através de uma cesariana, e são abandonados à morte em uma lata de lixo… Esse é o grande holocausto moderno que brada aos céus!”

(Prof. Felipe Aquino)

Agradecemos aos agentes pastorais, a todas as lideranças que contribuíram para a realização desta Exposição e a todos os visitantes. Que Deus abençoe a todos e nos ajude a continuar a alimentar a terra com boas sementes!






































quinta-feira, 7 de outubro de 2010

SEMANA NACIONAL DA VIDA - De 1 a 7 de outubro de 2010


De 01 a 07 de outubro celebra-se a Semana da Vida. Dia 08 é o Dia do Nascituro. A vida humana começa na fecundação, na concepção, no encontro do óvulo com o espermatozóide. O prodígio da vida é admirável, causa assombro, gratidão e reverência. Nosso corpo e nossa alma estão em potência nesta semente original. Uma vez concebido, o ser humano tem direito à vida, aos cuidados de todos. Este ser humano tem o direito de nascer.

Somos capazes de gestos tocantes e marcantes em relação à vida: os cuidados da gestação e do parto, a amamentação, o colo, pois “quem embala um bebê, embala o futuro do mundo”. Como são comoventes os gestos de doação de sangue, doação de órgãos e a doação de nós mesmos. Quem ama doa sua vida. Que falem os mártires, as gestantes, os profissionais da saúde. Como sofrem os casais estéreis e como é louvável a adoção de uma criança.

As salas de parto são santuários da vida e são benditas as mãos que ajudam uma criança nascer. Ser mãe, ser pai é uma experiência única e inaudita. As homenagens, as flores, as preces, as congratulações que recebem as parturientes são a expressão da alegria pela vida que nasce. O útero materno é um sacrário da vida.

As gestantes, as parturientes e os profissionais de saúde são anjos dos neo-natos, são artistas que ajudam a vida nova, frágil e indefesa crescer e se desenvolver. Cada gesto vale ouro: dar de mamar, acariciar, mudar as fraldas, discernir o choro, dar colo. Tudo isso é verdadeira catequese, tudo é manifestação do amor que diz: Você que nasceu é bem vindo, é recebido, é valorizado. Você e sua vida são uma bênção. Você nasceu para melhorar o mundo. A vida é um milagre, um dom, mais ainda, cada vida é original, única, especial.

Por causa da vida, lutamos pelo pão na mesa, pela defesa da ecologia, pela libertação das opressões, da fome, das injustiças, das desigualdades. Até os animais estão sendo protegidos. É nesta lógica do sim à vida inocente e frágil que se proclama a proteção da vida intra-uterina e a vida do idoso contra o aborto e a eutanásia, respectivamente. O mesmo desvelo é para com a gestante. A saúde pública nunca nos permite matar diretamente a vida indefesa e inocente. Precisamos, sim, de famílias bem constituídas, de educação para o amor e de maturidade afetiva e responsabilidade frente nossa afetividade e sexualidade. Enfim, o principio ético:

“Não matarás” é um imperativo da ética em favor da vida e vontade do Criador.

Fonte: Dom Orlando Brandes é arcebispo de Londrina e Presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família - CNBB