quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ícone Ortodoxo Contra o Aborto

- Comecemos por sua parte esquerda, cujas cores de fundo são mais claras (em contraste bastante evidente com a parte direita, com cores escuras representando as trevas, o mal e a morte).


- Jesus Cristo, vencedor da morte, surge protegendo e abençoando, abaixo dele, uma família cristã (é de se notar os trajes modernos que vestem). Família, aliás, numerosa (pai, mãe e seis filhos)



- O pai carrega um dos filhos (como São José, que carrega o Menino Deus, tradicional imagem da iconografia cristã) e traz o alimento da família na mão esquerda. A mãe embala o filho ainda bebê e alimenta uma outra criança. São figuras tradicionais do pai e da mãe cristãos, essencial para o desenvolvimento dos filhos.


- Acima da família cristã, surge a Sagrada Família de Nazaré. Maria carrega, em seu colo, o Senhor Deus, nascido de seu puríssimo ventre. São José, por sua vez, carrega uma criança envolta em panos brancos, símbolo, na iconografia tradicional, da alma das crianças inocentes assassinadas.


- Abaixo da família cristã, numa imagem bastante contundente, temos a «Arrependida», isto é, a mãe que, tendo cometido o monstruoso crime do aborto, chora, agora, o filho que ela própria matou. Veste-se de vermelho, o que representa o sangue inocente por ela derramado


- Na parte esquerda inferior, há a figura da mãe solteira. De um lado, ela pecou e consentiu em relações pré-nupciais (talvez, seja por isto que parte de sua vestimenta é vermelha, cor da luxúria), mas, por outro lado, manteve-se firme frente à tentação de abortar e, agora, carrega (não sem o auxílio de Deus) a Cruz de ser mãe sem a ajuda e o suporte de um esposo. Cruz esta que, se bem vivida, será sua porta de entrada para o céu depois que findar sua peregrinação terrestre.


Na parte direita do ícone, vemos sentada, num trono vermelho, uma rainha, chamada de «Nova Herodes.» É o próprio aborto personificado, que, como o Herodes o fez outrora, promove a matança dos inocentes no mundo moderno. Ela espezinha e massacra vários bebês e recebe ainda outros (todos em posição fetal) que as mulheres lhe oferecem.


- Estas mulheres estão à sua frente e personificam (de baixo para cima) a crueldade, a futilidade, a indiferença e a luxúria, sem as quais a monstruosidade do aborto não ocorreria.



Ao fundo, vemos um «médico». No original, a palavra é também grafada entre aspas, pois, sob a aparência de um médico (que deveria usar seus talentos apenas para salvar vidas), encontra-se um assassino frio, que passa uma espada no ventre de um bebê indefeso. Se o leitor reparar bem, seu bolso está cheio de dinheiro, pois se enriquece com a matança que ele próprio promove. Ao fundo, a imagem de um dragão, a Antiga Serpente, o chamado Diabo ou Satanás, que, sedutor do mundo inteiro, seduz o «médico», colocando-o ao seu serviço. Pois, todos os que se colocam a serviço, direto ou indireto, do aborto, estão a serviço direto de Satanás.

Por Alexandre Semedo

terça-feira, 12 de outubro de 2010

EXPOSIÇÃO SOBRE ABORTO NO DIA 08 DE OUTUBRO DE 2010 - DIA DO NASCITURO

A Pastoral Familiar comemorou no dia 08 outubro de 2010 juntamente com a pastoral do Batismo o dia do nascituro com uma celebração presidida pelo vigário episcopal Pe. Clairton.
No final da celebração foi exibido um pequeno filme sobre a concepção e nascimento, no salão paroquial foi aberta pelo Pe. Clairton uma exposição a todos que estavam participando do novenario de São Gerardo.

Este dia é dedicado ao Nascituro desde 2005, quando a CNBB instituiu na 43ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, a Semana Nacional da Vida, de 1 a 7 de outubro, e dia 8, o dia do Nascituro (ser humano que está no ventre materno, no seu período de gestação)

O objetivo desta exposição foi lembrar e animar a todos os visitantes a lutarem pela belíssima causa que é: “Defender e Preservar a Vida desde a sua concepção até a morte natural”.

Não podemos cair no gravíssimo pecado de omissão, como dizia Luther King: “tenho medo do silêncio dos bons”; ou como dizia Leão XIII: “A audácia dos maus se alimenta da covardia dos bons”.

Se a desgraça do aborto for um dia legalizado no Brasil, todos nós católicos seremos um pouco culpados diante do Senhor da Vida. Ele irá nos perguntar: o que você fez para me defender? “O que fizerdes ao menor desses pequeninos, foi a Mim que o fizeste. (Mt 18,5; Mc 10,13). Quando se aborta uma criança, de certa forma se “aborta” o próprio Cristo; é por isso que o Código de Direito Canônico da Igreja considera excomungado da Igreja (“látea sententiae”) os pais que abortam uma criança e todos os que cooperam com o crime: médicos, enfermeiros, juizes,… (cf. Cânon 1398).

Devemos igualmente proteger todas as vidas humanas; e os legisladores não podem definir os limites da vida. Não podemos permitir que os grandes matem os pequenos e os conscientes eliminem os inconscientes.

Com seis meses de gestação, em plena vida, bebês são arrancados de dentro da mãe, em muitos hospitais americanos, através de uma cesariana, e são abandonados à morte em uma lata de lixo… Esse é o grande holocausto moderno que brada aos céus!”

(Prof. Felipe Aquino)

Agradecemos aos agentes pastorais, a todas as lideranças que contribuíram para a realização desta Exposição e a todos os visitantes. Que Deus abençoe a todos e nos ajude a continuar a alimentar a terra com boas sementes!






































quinta-feira, 7 de outubro de 2010

SEMANA NACIONAL DA VIDA - De 1 a 7 de outubro de 2010


De 01 a 07 de outubro celebra-se a Semana da Vida. Dia 08 é o Dia do Nascituro. A vida humana começa na fecundação, na concepção, no encontro do óvulo com o espermatozóide. O prodígio da vida é admirável, causa assombro, gratidão e reverência. Nosso corpo e nossa alma estão em potência nesta semente original. Uma vez concebido, o ser humano tem direito à vida, aos cuidados de todos. Este ser humano tem o direito de nascer.

Somos capazes de gestos tocantes e marcantes em relação à vida: os cuidados da gestação e do parto, a amamentação, o colo, pois “quem embala um bebê, embala o futuro do mundo”. Como são comoventes os gestos de doação de sangue, doação de órgãos e a doação de nós mesmos. Quem ama doa sua vida. Que falem os mártires, as gestantes, os profissionais da saúde. Como sofrem os casais estéreis e como é louvável a adoção de uma criança.

As salas de parto são santuários da vida e são benditas as mãos que ajudam uma criança nascer. Ser mãe, ser pai é uma experiência única e inaudita. As homenagens, as flores, as preces, as congratulações que recebem as parturientes são a expressão da alegria pela vida que nasce. O útero materno é um sacrário da vida.

As gestantes, as parturientes e os profissionais de saúde são anjos dos neo-natos, são artistas que ajudam a vida nova, frágil e indefesa crescer e se desenvolver. Cada gesto vale ouro: dar de mamar, acariciar, mudar as fraldas, discernir o choro, dar colo. Tudo isso é verdadeira catequese, tudo é manifestação do amor que diz: Você que nasceu é bem vindo, é recebido, é valorizado. Você e sua vida são uma bênção. Você nasceu para melhorar o mundo. A vida é um milagre, um dom, mais ainda, cada vida é original, única, especial.

Por causa da vida, lutamos pelo pão na mesa, pela defesa da ecologia, pela libertação das opressões, da fome, das injustiças, das desigualdades. Até os animais estão sendo protegidos. É nesta lógica do sim à vida inocente e frágil que se proclama a proteção da vida intra-uterina e a vida do idoso contra o aborto e a eutanásia, respectivamente. O mesmo desvelo é para com a gestante. A saúde pública nunca nos permite matar diretamente a vida indefesa e inocente. Precisamos, sim, de famílias bem constituídas, de educação para o amor e de maturidade afetiva e responsabilidade frente nossa afetividade e sexualidade. Enfim, o principio ético:

“Não matarás” é um imperativo da ética em favor da vida e vontade do Criador.

Fonte: Dom Orlando Brandes é arcebispo de Londrina e Presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família - CNBB

domingo, 26 de setembro de 2010

Pena de Morte para o Nascituro?!


Todos os seres humanos são seres humanos desde a concepção. Nesse momento, todos os seus componentes biológicos e psicológicos estão formados, tendo os defensores do aborto, desde a concepção, seu perfil atual delineado. A tese conveniente de que o ser humano só o seria após três meses não se sustenta, visto que ninguém foi animal irracional entre a concepção e os primeiros três meses, para depois se tornar um ser humano. É ser humano desde a concepção.

Dessa forma, o denominado aborto legal - que desde 1988 não é mais legal - nada mais é do que uma pena de morte imposta ao ser humano quando ainda vive no ventre materno.

O que me tem impressionado é que a maior parte dos que defendem essa prática foi contrária à pena de morte. São favoráveis à pena de morte imposta ao ser humano inocente que vive no ventre materno e contrários à pena de morte para o criminoso culpado, que pode ter sido um assassino inveterado.

Em outras palavras, muitos dos abortistas são contrários à pena de morte aplicável aos estupradores, que são criminosos hediondos, mas são favoráveis à pena de morte aplicável aos inocentes gerados no estupro, o que, no mínimo, é de uma macabra incoerência.

Pessoalmente, entendo que o homem não tem o direito de tirar a vida de ninguém, seja pela pena de morte, seja pelo aborto, seja pela eutanásia.

Não quero, todavia, apenas esgrimir argumentos racionais com aqueles que, por oportunismo e conveniência, não querem encarar o fato de que são defensores de um homicídio uterino de inocentes, genocidas que pretendem legalizar a morte dos nascituros, como Hitler fazia com o sofrido povo judeu.

O que pretendo deixar claro é que não há mais aborto legal no País. A lei penal, que permitia o aborto em duas hipóteses (estupro e perigo de vida para a mãe), não foi recepcionada pela Constituição de 1988.

Com efeito, a Lei Suprema anterior não protegia o próprio direito à vida. Determinava que apenas os "direitos concernentes à vida" deveriam ser garantidos pelo Estado, admitindo, portanto, exceções.

O texto atual não oferta equívocos. O próprio "direito à Vida" é que está assegurado, de tal maneira que os chamados abortos legais deixaram de ser legais por serem "inconstitucionais", visto que implicam "pena de morte" para um ser humano, e o direito à vida de todos os seres humanos está
para um ser humano, e o direito à vida de todos os seres humanos está garantido pela Constituição.

Está o artigo 5º, caput, da Constituição federal, assim redigido: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:..."(grifos meus).

Não há, portanto, nenhuma dúvida de que o próprio direito à vida é garantido, mas, mais do que isso, é considerado princípio fundamental do direito constitucional pátrio.

À evidência, no caso de perigo de vida da mãe, hipótese cada vez mais rara em face da evolução da medicina, se pode apresentar o dilema de que, todavia, perante situação em que é absolutamente impossível salvar os dois, a salvação da mãe decorre do fato de que sua morte implicaria, de qualquer forma, a morte da criança.

Lembro-me do debate que tive com o amigo Adib Jatene, na Câmara dos Deputados, em que confessou que só lá estava porque sua mãe, aconselhada pelo médico a abortá-lo, visto que corria perigo por ser hipertensa (e a medicina na época era pouco evoluída), se negara a abortar e, graças ao gesto heróico de seus pais, lá estava ele, contribuindo para o bem do País.

Ora, se as hipóteses de risco são cada vez mais raras e no estupro não há risco para a mãe, em face da Constituição brasileira, o ser humano que vive no ventre materno não pode ser condenado à morte por lei ordinária, a meu ver, manifestamente inconstitucional.

Causou-me, pois, espécie a afirmação do eminente presidente da Suprema Corte e notável constitucionalista, que, ao defender a pena de morte para o nascituro, não considerou a clara, inequívoca, meridiana garantia da Constituição federal ao direito à vida esculpida no caput do artigo 5º da Lei Suprema, como princípio fundamental.

Não sei se sua opinião é compartilhada pelos demais preclaros julgadores do pretório excelso, que se mantiveram silenciosos sobre a matéria, até porque, podendo ter de decidir sobre eventual ação direta de inconstitucionalidade, preferiam não antecipar seu voto até ouvir todos os argumentos jurídicos pertinentes.

Tenho para mim que o homicídio uterino, sobre ser inconstitucional, abre espaços para a eutanásia e outras formas de "purificação" da raça, a pretexto de afastar aqueles seres doentes ou "improdutivos" que oneram uma sociedade cada vez mais egoísta e não solidária.

Para mim, o aborto é homicídio. É assassinato. E não há argumentos, por mais dolorosos que sejam - como no estupro em que o drama sofrido pela mulher é enorme -, que justifiquem, por essa razão, a morte de um inocente.

E, principalmente, não aceito os argumentos dos abortistas, que só podem defender a pena de morte para os nascituros porque a mãe deles não praticou com eles o que eles pretendem aplicar a outros seres humanos.

Fonte: Portal da Familia.org
Ives Gandra da Silva Martins - O Estado de São Paulo - 19/09/1997
Professor emérito das Universidades Mackenzie e Paulista e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Presidente da Academia Internacional de Direito e Economia e do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.
Vice-presidente da PROVIDAFAMÍLIA